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Mundo Med Tech News #106
Músculos artificiais | IA para avaliação de dor | implante de retina da Science Corporation supera Neuralink

Edição #106:
11 de Janeiro de 2025, domingo
O que aconteceu no mundo med tech ...
Novos músculos artificiais ultrassônicos para dispositivos médicos flexíveis

imagem conceitual criada por IA no MidJourney
Key-points:
• Novo avanço em robótica macia: Shi et al. desenvolveram "músculos artificiais" macios ativados por ultrassom, que se deformam de forma coordenada quando expostos a ondas acústicas. 🤖🔊
• Princípio de funcionamento: materiais flexíveis contendo microbolhas vibram e flexionam sob ultrassom, permitindo acionamento sem fios e sem motores rígidos. 🫧➡️⚡
• Vantagens chave: operação wireless, compatibilidade com tecidos moles e capacidade de movimentos fluidos e adaptativos semelhantes ao músculo biológico. 🧩✨
• Aplicações promissoras: próteses com toque mais natural, dispositivos haptics vestíveis e robôs minimamente invasivos para procedimentos intraorgânicos (por exemplo, travessia do intestino). 🦾🩺
• Importância conceitual: traduz princípios do sistema muscular biológico (como ação coordenada e gradiente de forças) para uma plataforma de robótica macia, aproximando desempenho artificial do toque humano. 🧠💡
• Contexto e implicações: avanço significativo para materiais e atuadores suaves; abre caminho para dispositivos implantáveis e robôs que interajam com o corpo sem partes rígidas ou cabos. 🌐🏥
• Referência principal: Shi, Z. et al., Nature 2025 — artigo detalha materiais, mecanismos e demonstrações práticas. 📚🔎
Por que importa…
Essa tecnologia importa para a medicina porque oferece um método sem fios e minimamente invasivo para gerar movimento e força dentro do corpo, possibilitando robôs e implantes que podem manipular tecidos, entregar terapias localizadas ou realizar procedimentos diagnósticos sem grandes incisões. Músculos artificiais acionados por ultrassom podem reduzir a necessidade de cabos, baterias ou motores volumosos, aumentando a segurança e a conformabilidade de dispositivos médicos implantáveis ou ingestíveis — o que pode transformar abordagens em cirurgia minimamente invasiva, terapias direcionadas no trato gastrointestinal e próteses mais naturais.
Fonte:
Tecnologia e Inteligência Artificial Revolucionam a Avaliação da Dor em Cuidados de Saúde

imagem conceitual criada por IA no MidJourney
Key points:
• 🏥 Orchard Care Homes revoluciona avaliação da dor: A rede de 23 unidades no norte da Inglaterra adotou o PainChek, um app que usa IA para analisar expressões faciais e identificar a dor em pacientes com demência, reduzindo o uso de sedativos psicotrópicos e melhorando o bem-estar dos residentes.
• 🤖 Tecnologia transforma a avaliação da dor: Pesquisadores buscam tornar a dor um sinal tão objetivo quanto a pressão arterial, com dispositivos que detectam sinais fisiológicos e expressões faciais, como o PainChek, aprovado em vários países e com mais de 10 milhões de avaliações realizadas.
• 🧠 Dor é uma experiência complexa: A dor envolve uma negociação dinâmica entre corpo e cérebro, influenciada por fatores emocionais, culturais e individuais, o que dificulta sua avaliação e tratamento apenas por escalas tradicionais subjetivas.
• 📊 Limitações das escalas tradicionais: Métodos antigos como a escala numérica de 0 a 10 e questionários descritivos não capturam a complexidade da dor, e vieses clínicos podem afetar o tratamento, especialmente em pacientes que não conseguem comunicar seu sofrimento.
• 🩺 Novas abordagens com IA: Dois caminhos principais se destacam: sensores fisiológicos que monitoram sinais como EEG e frequência cardíaca, e análise comportamental via reconhecimento facial e postural, com alta precisão na detecção da dor.
• 📱 PainChek: IA aliada ao toque humano: O app combina análise facial automática com um checklist preenchido por cuidadores, otimizando o tempo e a precisão na avaliação da dor, e já demonstra redução significativa no uso de medicamentos e melhora no comportamento dos pacientes.
• 👶 Expansão para recém-nascidos: A versão PainChek Infant está em testes na Austrália, adaptando a tecnologia para detectar dor em bebês, com base em sistemas validados de codificação facial infantil.
• ⚠️ Desafios e críticas: Há preocupação com vieses raciais na análise facial, possibilidade de interpretações erradas e dependência excessiva da tecnologia, que pode enfraquecer o julgamento clínico tradicional.
• 🌍 Futuro promissor, mas cauteloso: Startups desenvolvem sensores para diferentes tipos de dor, incluindo neuropática e oncológica, mas o uso amplo ainda pode revelar limitações e desafios não previstos.
• 💬 Impacto humano: Para quem sofre em silêncio, como a ex-enfermeira Cheryl Baird, essas ferramentas podem dar voz numérica à dor e garantir que os profissionais de saúde prestem mais atenção e ofereçam tratamentos adequados.
• 🔄 Atualização recente: Em outubro de 2025, o FDA aprovou o uso do PainChek para adultos nos EUA, ampliando seu alcance e potencial impacto na saúde global.
Por que importa…
Esta notícia é fundamental para o futuro da medicina e da saúde porque traz soluções objetivas para um problema histórico: a avaliação precisa da dor, que é altamente subjetiva e muitas vezes subestimada. A inteligência artificial aplicada ao reconhecimento facial e sinais fisiológicos pode revolucionar o cuidado médico, garantindo diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais adequados. Isso pode reduzir o sofrimento desnecessário, evitar uso inadequado de medicamentos e melhorar a qualidade de vida de pacientes vulneráveis, especialmente aqueles que não conseguem comunicar sua dor. Além disso, essa tecnologia pode ajudar a combater preconceitos e desigualdades no tratamento da dor.
Fonte:
Nova era da visão: implante de retina da Science Corporation supera Neuralink

imagem conceitual criada por IA no MidJourney
Key points:
• 🧠 Science Corporation supera a Neuralink: Fundada pelo ex-presidente da Neuralink, a Science Corporation adquiriu um implante de visão avançado por um preço muito baixo, ultrapassando sua rival no mercado de interfaces cerebrais.
• 👁️ Tecnologia inovadora de visão artificial: O implante PRIMA, um chip microeletrônico colocado sob a retina, permite que pacientes com degeneração macular leiam textos e façam palavras cruzadas, criando uma forma pioneira de visão artificial.
• 📊 Resultados impressionantes nos testes: Segundo José-Alain Sahel, líder dos testes, pacientes já conseguem ler livros comuns, algo sem precedentes na área.
• 💶 Aquisição estratégica: Após a falência da Pixium Vision, startup francesa que desenvolvia o implante, a Science Corporation comprou seus ativos por cerca de €4 milhões, aproveitando um timing perfeito para acelerar o desenvolvimento.
• 🚀 Investimento robusto e visão de futuro: Desde 2021, a Science levantou cerca de US$ 290 milhões para pesquisas em interfaces cerebrais e tratamentos de visão, com o objetivo de se tornar uma gigante da tecnologia médica.
• 🌍 Avanços regulatórios e mercado: O chip já está em processo de aprovação para venda na Europa e negociações avançam nos EUA, com potencial para revolucionar o tratamento da cegueira.
• 🔄 Diferencial do implante PRIMA: Ao contrário do implante da Neuralink, que lê sinais cerebrais, o chip da Science envia sinais para o cérebro via retina, produzindo visão diretamente.
• 📈 Melhorias futuras: Próxima geração do dispositivo terá cinco vezes mais “pixels”, oferecendo visão mais detalhada e contínua para os usuários.
• 👓 Design mais prático: A Science está desenvolvendo óculos que condensam os componentes eletrônicos, tornando o uso do implante mais confortável e prático para o dia a dia.
• ⚡ Concorrência e inovação: Enquanto a Science foca na retina, a Neuralink aposta em enviar sinais diretamente ao córtex visual, ainda sem testes humanos, mostrando diferentes caminhos na tecnologia para combater a cegueira.
Por que importa…
Este avanço é fundamental para o futuro da medicina porque oferece uma solução concreta e praticamente disponível para pacientes que sofrem com degeneração macular, uma das principais causas de cegueira em idosos. Restaurar a capacidade de enxergar texto e formas simples melhora significativamente a qualidade de vida dessas pessoas, devolvendo autonomia e independência. Além disso, trata-se de uma inovação tecnológica que une neurociência e engenharia biomédica para criar interfaces mais eficientes entre o corpo humano e dispositivos eletrônicos. Isso pode abrir caminho para tratamentos ainda mais avançados no futuro.
Fonte:
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